Toda a vida pública do Nazareno foi uma permanente manifestação de sua personalidade divina e humana. Na verdade, Seus contemporâneos conheciam mais o filho de José, o carpinteiro e de Maria, sua esposa.
A maioria nem tinha como imaginar que nesta pessoa estavam presentes e atuantes duas naturezas, a divina e a humana.
O Nazareno estava em permanente comunhão com o Pai e o Paráclito. Como Deus estava em constante Unicidade com as mesmas.
Sua área de atuação, inicialmente, se restringia mais a Cafarnaum e redondezas. Mesmo assim, “Jesus voltou para a Galileia com a força do Espírito, e Sua fama espalhou-se por toda a redondeza” Lc 4,14.
Como Mestre, “Ele ensinava nas suas sinagogas, e todos O elogiavam” Lc 4,15. Lá pelas tantas, “veio à cidade de Nazaré, onde Se tinha criado” Lc 4,15.
Como costumava fazer, “entrou na sinagoga no sábado e levantou-Se para fazer a leitura” Lc 4,16.
Diz o hagiógrafo que “Lhe deram o livro do profeta Isaías” Lc 4,17, e aduz: “Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre Mim, porque Ele Me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres” Lc 4,17-18.
Prosseguindo a leitura, compartilhou: “Enviou-Me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista”, bem como, “para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor” Lc 4,18-19.
Podemos imaginar a curiosidade com que os ouvintes acompanhavam a leitura. Sua expectativa deve ter crescido quando, “Ele fechou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se” Lc 4,20.
Lucas chama a atenção para o fato de que “todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos Nele” Lc 4,20.
Podemos imaginar com que ansiedade aguardavam a pregação do seu conterrâneo. Talvez estivessem esperando algo distinto do que Jesus lhes falou: ”Hoje se cumpriu essa passagem da Escritura que acabastes de ouvir” Lc 4,21.
Lucas conclui a perícopa: “Todos davam testemunho a Seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da Sua boca” Lc 4,22.
Essa vivência para os nazarenos foi uma verdadeira epifania. Eles escutaram com o coração Jesus dizer: ”Hoje se cumpriu essa passagem da Escritura que acabastes de ouvir.” A partir dessa revelação, eles receberam melhores condições para acolherem seu conterrâneo como o Messias.
Pe. Jacob, MSF.