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Após André, irmão de Pedrinho, e Filipe terem seguido o Nazareno, anunciado pelo Precursor como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” Jo 1,29, depois de terem passado o fim do dia e a noite em Sua companhia, eles foram cativados e ficaram encantados pelo Mesmo ao ponto de, no dia seguinte, quando Filipe encontrou seu amigo Natanael, lhe falasse: “Encontramos Aquele de Quem Moisés escreveu na Lei e também os Profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José!” Jo 1,45.

O amigo, sem mais nem menos, se saiu com esta: “De Nazaré pode sair coisa boa?” Jo 1,46.

Filipe, entusiasmo e convicto, exclamou: “Vem ver!” Jo 1,46.

Ao se aproximar de Jesus, Este o olhou e disse: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade!” Jo 1,47.

Podemos imaginar o espanto de Natanael que, prontamente perguntou: “De onde me conheces?” Jo 1,48.

Foi a vez do Mestre retribuir o cinismo de Natanael ao lhe responder: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, Eu te vi!” Jo 1,48.

Podemos imaginar a energia que Jesus irradiava. Sem maiores restrições, Natanael proclamou: “Rabi, Tu és o Filho de Deus, Tu és o rei de Israel!” Jo 1,49.

O Nazareno aproveitou a deixa para Se revelar um pouco a este Seu futuro Apóstolo Bartolomeu: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que estas verás!” Jo 1,50.

A seguir, sem meias palavras, prosseguiu: “Em verdade, em verdade, Eu vos digo, vereis o céu aberto e os Anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” Jo 1,51.

Esta perícopa nos oferece muitas boas pistas para uma reflexão legal.

Primeiro, Filipe estava encantado com o Nazareno. O tempo de convívio com Ele abriu para ele pistas até então ignoradas.

Depois, o entusiasmo de Filipe fez dele um missionário. Longe de se contentar com a experiência realizada, ele foi compartilhar a mesma com seu amigo. Ele poderia ter-se retraído com o cinismo e a indiferença de Natanael, porém, estava tão encantado pelo Mestre que, simplesmente, desafia o amigo reticente: “Vem ver!”

Natanael poderia ter deixado tudo por isso mesmo. Contudo, algo em Filipe o fez ir até Jesus.

As poucas revelações deste a seu respeito começaram nele um processo transformador que se foi aperfeiçoando à medida que o seguimento ocorria. A culminância do processo formativo foi que Natanael se tornou o Apóstolo Bartolomeu, um dos Doze. Deixo duas perguntinhas finais: Quem foi o meu Filipe e qual foi a figueira que devo abandonar para viver a experiência de Natanael?

Pe. Jacob, MSF.

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